terça-feira, 11 de julho de 2017

FEIRA DE VINHOS SUPERNOSSO 2017

Na semana passada fui na Feira de Vinhos do Super Nosso no Espaço Meet (anexo ao Porcão) aqui em BH. 

Pra quem não conhece, é uma feira (porém num ambiente fechado) onde se paga uma entrada no valor de R$ 40,00 que é convertida em consumação ou compras. Você pode fazer um dos vários cursos de vinhos, harmonizações e degustações comentadas e especiais, ou você pode somente ir conhecendo os produtores, degustando os rótulos disponíveis e escolher o melhor deles pra levar pra casa dentro do valor da entrada ou pagando a diferença. Os preços são muito bons, alguns com mega promoção, mas a maioria já se encontra com os mesmos valores do próprio supermercado (que tem uma boa adega já com preços muito bons também!). 

Como sempre tem um DJ ou um showzinho, muitas pessoas acabam ficando por lá, bebendo, comendo e se divertindo. É um ótimo programa!




Diferente do ano passado que fui com a Laura em dia de semana para um happy hour (geralmente é uma semana de feira), esse ano fui com o marido no sábado por volta de 16:30h, quando a feira estava abrindo.
A diferença foi nítida: o ambiente ainda vazio, com muitas mesas disponíveis para apoiar as taças, espaço para andar, parar em (quase) todos os produtores, conhecer os rótulos, degustar... e o bom de sempre: um bom jazz, deliciosos acompanhamentos para os vinhos (queijos, pães, carnes, embutidos, patês, tudo disponível pra venda e consumo no local) e água geladinha de cortesia a vontade durante todo o evento. 


Enfim, gostei de ter ido no final de semana, foi mais tranquilo e agradável. Por volta de 18h já começou a encher, mas já tínhamos visto tudo que queríamos, degustado bastante vinho, bastante queijo, pães deliciosos... e fomos embora bem satisfeitos: Levamos 2 rótulos pra casa, além de um pão de azeite com alho muito bom!!

Desses 2 rótulos que levei, vou dividir a experiência de um deles que achei bem interessante:

É o tinto brasileiro ORIGEM da Casa Valduga. Ele foi criado em 2 versões, a Elegance (comprei esta versão. É frutado, bem suave, quase adocicado - bem quase e bem discreto! rs... Achei diferente e me agradou!) e a original (muito bom também!). 
Ambos com a casta Cabernet Sauvignon.

Este é o Elegance:



CARACTERÍSTICAS

CLASSIFICAÇÃO: Vinho Tinto Meio seco

ANÁLISE SENSORIAL
Visão: Vermelho rubi com reflexos violáceos, de aspecto límpido e brilhante.

Olfato: Apresenta intensas notas frutadas, com destaque para frutas vermelhas como cereja e framboesa.

Paladar: O ataque inicial é macio e sedoso, revelando seu exuberante caráter frutado. O equilíbrio perfeito entre taninos e acidez proporciona uma textura aveludada, com um suave final de boca.

CONSUMO: 14º a 16ºC

GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 12%

E este é o original:


CARACTERÍSTICAS

VARIEDADE: Cabernet Sauvignon

CLASSIFICAÇÃO: Vinho Tinto Seco

ANÁLISE SENSORIAL
Visão: Vermelho rubi com reflexos violáceos, de aspecto límpido e brilhante.

Olfato: Mostra-se intenso no olfato, com predominância de frutas vermelhas como framboesa e cereja, acompanhadas por delicadas nuances de especiarias.

Paladar: É igualmente frutado no paladar. A suavidade dos taninos torna o vinho macio e proporciona um bom equilíbrio com a acidez e o moderado teor alcoólico.

CONSUMO: 14º a 16ºC

GRADUAÇÃO ALCOÓLICA: 12%

HARMONIZAÇÃO DO SOMMELIER: Carnes vermelhas , Risotos , Queijos , Massas


Agora, o que mais me chamou a atenção foi o preço. Não pelo valor em si, mas pela diferença de comprar pelo site da Casa Valduga e pelos supermercados. 
Na feira de vinhos eu paguei R$ 35,90. No supermercado (olhei em mais de um) e a média de preço foi a mesma. 
Já no site da Casa Valduga ele está por R$ 47,81. 

Independente disso, valeu muito a compra!

Saúde!!

quarta-feira, 7 de junho de 2017

AMIGOS DO TAÇAS - JÚLIO MOSCARDINI

Oi!
O AMIGOS DO TAÇAS deste mês (primeiro de 2017!) é o nosso querido primo Júlio Moscardini. A indicação dele na verdade é da leitura de uma matéria da Revista Encontro: "Vinhos brasileiros ganham prêmios em Londres graças a uma tecnologia criada em Minas". 

Laura, Júlio e Andréa

Ele ressalta que nunca experimentou esse vinho, mas está em busca dele para degustar e prestigiar nossa terra! 
Júlio, muito obrigada pela sua colaboração no Taças e vamos marcar de degustar esse rótulo juntos, o que acha?

Voltando ao post...

Foto: www.vinhosmariamaria.com.br

Coincidentemente falamos de vinhos mineiros na semana passada neste post aqui, e agora viemos com intuito de, com muito orgulho, dizer que um dos vinhos brasileiros premiados pelo Decanter Word Wine Awards 2017 (categoria Bronze) é daqui de Minas Gerais, o "Maria Maria Bel Sauvignon Blanc 2015" da cidade de Três Pontas, Sul de Minas.

Foto: Facebook/vinhosmariamaria

"Dos 27 vinhos brasileiros participantes da premiação, cinco são elaborados com a tecnologia da dupla poda, desenvolvida pelo Núcleo Tecnológico Uva e Vinho da Empresa de Pesquisa Agropecuária de Minas Gerais (Epamig), em Caldas, no sul do estado".

Quem quiser ver a matéria completa, basta acessar a página da revista: revistaencontro.com.br 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

VINÍCOLAS DE MINAS

Olá! 
Vocês já devem ter percebido que amamos um vinho mineiro, não é mesmo? Porém, só degustamos até hoje o Dom de Minas (várias vezes e em quase todas as suas diversidades), da vinícola Luiz Porto. Você pode rever o post sobre eles aqui.


Estávamos lendo agora uma matéria um pouco mais completa sobre os vinhos de Minas e resolvemos compartilhar na íntegra com vocês. É do site blog.turismodeminas.com.br 

Parreiras em Andradas - MG

Vem ver:

"Você já ouviu falar em enoturismo? É o turismo motivado pela apreciação e degustação dos sabores e aromas de vinhos. E essa prática não é exclusividade da região sul do país, em Minas Gerais também é possível encontrar roteiros e desfrutar desta experiência.
Muitos dos produtores que estão à frente dessas vinícolas são descendentes de imigrantes italianos e herdaram a paixão e o apreço pelas bebidas provenientes das uvas.
Listamos algumas vinícolas de Minas Gerais, que são abertas para visitação dos turistas. Tim tim!

Luiz Porto – Cordislândia
Uma moderna vinícola que associa espaço e tecnologia na elaboração de vinhos finos. A vinícola conta com excelente estrutura com tanques em aço inox, barricas de carvalho francês e americano e todo maquinário importado da Itália, conseguindo processar as uvas totalmente, desde o vinhedo até o engarrafamento. A visita é realizada mediante agendamento e os turistas podem conhecer o processo, passear a cavalo pelos vinhedos, degustar e ainda adquirir as garrafas na loja.
luizportovinhosfinos.com

Primeira Estrada – Três Corações
A Primeira Estrada é a união da paixão por bons vinhos e o desejo de inovar no segmento. Os vinhos seguem um rigoroso critério de qualidade incluindo o desenvolvimento das mudas nas videiras. As visitas na adega são mediante agendamento.
 www.primeiraestrada.com.br

Casa Geraldo – Andradas
A produção e a história da vinícola passa de geração para geração. Durante a visita guiada os turistas podem conhecer a vinícola e participar da degustação. A vinícola também oferece curso de degustação com duração de um dia, no qual os participantes são orientados por enólogos para aprender o passo-a-passo da arte da degustação, além de noções básicas de cultivo de uva e elaboração dos vinhos.
www.casageraldo.com.br

Maria Maria – Três Pontas
A fazenda cafeeira divide espaço com as mudas para a produção de vinho. A vinícola está aberta à visitação dos turistas mediante agendamento, e é possível degustar os exemplares produzidos. No local há também um restaurante onde os turistas podem desfrutar de um almoço harmonizado.
www.vinhosmariamaria.com.br

ABN – Andrelândia
A vinícola está na Serra da Mantiqueira, e além das mudas tradicionais produzidas na região traz outros tipos como a pinot noir, syrah, cabernet franc, sauvignon, seibel e goethe. As visitas devem ser agendadas e podem ser degustados até seis vinhos.
www.vinicolabn.com.br

Dos Montes – Santana dos Montes
Os vinhos são produzidos na Fazenda Guarará com uvas do parreiral da propriedade. O turista pode passear pela plantação e degustar as variedades merlot, shiraz, cabernet franc e tempranillo numa adega intimista, com barris e garrafas na decoração, e meia luz. O dono da vinícola tem também o Hotel Fazenda da Chácara, onde os hóspedes podem tomar os rótulos produzidos na Fazenda Guarará distantes 6 km dali.
hotelfazendadachacara.com.br

quinta-feira, 30 de março de 2017

TAÇAS GÊMEAS 1 ANO



Ei pessoal, tudo bem?

O post de hoje não é para dar dica nenhuma de lugar ou rótulo e sim para agradecer pela companhia de todos porque, acreditem, o Taças Gêmeas faz agora em março 1 ano!
Nossos números são modestos mas são pra nós uma grande conquista. Estamos muito felizes e queremos muito mais.



INSTAGRAM
251 POSTS
1842 SEGUIDORES

FACEBOOK
288 FÃS

BLOG
71 POSTS
66 COMENTÁRIOS
12.269 VISUALIZAÇÕES DA PÁGINA
5 “AMIGOS DO TAÇAS” – fora tantos outros amigos e leitores desconhecidos que acabaram virando amigos sempre colaborando nos mandando dicas quase diariamente (principalmente no Insta).


Para 2017 já estamos preparando novidades (já repararam no nosso novo layout, né?), parcerias super legais, novas plataformas, e muita coisa boa!

A partir do mês que vem teremos mais ainda, aguardem e confiram!

Muito obrigada!

Andréa e Laura


quarta-feira, 15 de março de 2017

"LATE HARVEST", QUE TIPO DE VINHO É ESSE?

A expressão "vinho de sobremesa" pra mim é comum, já que trata-se de um vinho mais adocicado para ser consumido em pequena quantidade após a refeição. 
O que eu não sabia é que esse tipo de vinho tem um nome específico, é chamado de "Late Harvest". Tradução ao pé da letra: "colheita tardia".

Foto: Rouxinol de Pomares

Um vinho Late Harvest vem literalmente de uma colheita tardia. Suas uvas são cortadas mais tarde do que o normal. O motivo desta colheita tardia é que as uvas sejam afetadas pela botrytis cinérea, um tipo de fungo que cobre a pele das uvas e concentra os seus sabores.

A umidade provocada pelas neblinas matinais, junto com o ambiente quente de fim de verão e início de outono criam as condições perfeitas para a maturação da uva e o surgimento da botrytis nobre.
O surgimento deste "mofo", que cobre e penetra os grãos da uva, provoca uma série de reações químicas que modificam parâmetros como acidez e açúcar. Assim, no interior da baga começam a se formar aromas de mel, flores e tangerinas, que logo se intensificam e se aperfeiçoam durante o processo de vinificação.

Vale ressaltar que a doçura desse vinho não é a mesma daqueles vinhos ditos "suaves" baratinhos do supermercado não, ok?

Foto: Blog Evino

É relevante o tipo da uva. Para a produção do Late Harvest, a casta deve ser de pele fina, como são os casos da Sauvignon Blanc, Moscatel, Gewürztraminer, Furmint e Riesling.

"Os vinhos Late Harvest possuem um denominador comum: sua aparência e bouquet. Na taça, os vinhos podem desenvolver tonalidades de ouro, siena, ocre, chá, cerveja, âmbar, açafrão, canela e cobre. No nariz se desenvolvem diferentes famílias de fragrâncias: almíscar, resina, madeira de sândalo, caramelo, amêndoas torradas, chocolate, leite, flores, tília, acácia, magnólia, árvores frutíferas em flor, narciso, jasmim, gerânio, mel, frutos secos, marmeladas, damasco, pêras, pêssegos, melões, uvas e especiarias como baunilha. Na boca, o vinho doce é nobre e fino, além de ter que apresentar um equilíbrio perfeito entre doce, estrutura e acidez." conchaytoro.com

Aqui em baixo eu coloquei alguns rótulos para vocês conhecerem: