sexta-feira, 29 de abril de 2016

AMIGOS DO TAÇAS - RAPHAELA FALCONI

Olá!! Hoje estréia aqui no Blog a coluna AMIGOS DO TAÇAS!




Todo mês uma pessoa querida virá falar um pouco do que gosta no mundo dos vinhos... sobre uma experiência bacana, um vinho que não vive sem, uma viagem regada a um bom tinto ou um lugar legal que dividiu uma tacinha com alguém.

A primeira convidada é a nossa querida amiga Raphaela Falconi (@raphafalconi). Somos amigas desde a adolescência em Boa Esperança (Sul de Minas), mas como a Rapha é daqui de BH, a gente só se encontrava nas tão aguardadas férias e feriados prolongados. 


Raphaela Falconi

Sua família é toda linda e querida: mãe e irmãos... ah! e ela é casada com o Léo e tem 2 lindas filhas gêmeas, a Ana e a Duda (nada mal pra começar essa coluna, com uma pessoa que gosta de vinhos e entende de gêmeas, não é?? rsrs...). Hoje moram em Orlando, na Flórida (USA). O destino acabou mandando uma pra cada lado, mas nada que a internet não resolva. Nós nos falamos sempre e acompanhamos a vida umas das outras sempre também.

Rapha, muito obrigada pela sua participação na estréia da nossa nova coluna!! Esperamos você mais vezes aqui no Taças!!

Bom, segue abaixo os comentários sobre um Moscato Bianco delicioso que a Rapha provou geladinho no fim de semana passado em Miami:


Olá minhas queridas amigas e leitores deste blog sensacional que adoro! 

É uma alegria imensa poder participar e dividir um pouco dos vinhos que experimento e gosto! Meu nome é Raphaela Falconi, não sou nenhuma especialista em vinhos, sou uma apreciadora e amiga das Taças Gêmeas queridas (Laura e Andréa). Moro nos USA há quase 4 anos e por aqui a diversidade e preços dos vinhos é bastante atrativa para quem curte a bebida! Tenho minhas uvas preferidas, mas tento experimentar e explorar outros sabores também! Hoje minha dica vai para aquela tarde de calor, na piscina , na praia ou em um picnic com a família e os amigos. 
Escolhi para  indicar a vocês o vinho: Santo Moscato D'Asti D.O.C.G




A uva Moscato Bianco, de coloração amarela dourada quando madura, a cada ano, é prensada como acontecia no século XVII - Giovanni Battista Croce, joalheiro da Casa de Savoia, foi o primeiro a codificar as regras para a sua vinificação. Utilizam-se trituradores especiais para uma prensagem suave e para separar os materiais sólidos, cascas e talos. São prensas delicadas, à base de ar ou água, que trabalham com o cuidado de respeitar a integridade da uva.

O suco resultante é então transferido para cubas de inox, onde é mantido resfriado a uma temperatura de 0 graus, para evitar a  fermentação.
O resto do Moscato Bianco pode dar origem a dois vinhos DOCG (Denominação de Origem Controlada e Garantida), que têm uma discreta percentagem de açúcar não fermentado, mas são vinhos delicados, não enjoativos e equilibrados, com a acidez na medida certa, o residual de açúcar e com aromas primários característicos da uva Moscato - notas florais e de frutas como pêssego, damasco, limão e laranja. Esses dois vinhos são Moscato d’Asti e Asti espumante. 




O Moscato d’Asti é a versão mais doce (porém equilibrada) e menos efervescente. Uma bebida que cada vez mais ganha espaço em restaurantes e lojas especializadas na venda de vinhos. 
Costuma apresentar teor alcoólico entre 4,5% e 6,5%.
Deve ser consumido muito jovem, de preferência entre 1 ano.



Sobre a uva Moscato Bianco:
A Moscato já era amplamente difundido entre os gregos e romanos. Segundo estudos científicos recentes, parece que a uva Moscato foi a primeira a ser cultivada para a produção de vinhos.
Suas videiras se concentram principalmente na região do Piemonte, na Itália, numa zona onde as uvas Moscato dão o melhor de si. Atualmente esta uva está espalhada por quase todos os países produtores de vinho.
Com a uva Moscato Bianco são produzidos, especialmente, vinhos doces e aromáticos, frisante ou espumante. Utilizando a técnica de secagem das uvas, também é possível obter vinho passito de excelente qualidade. São mais raros, porém não menos interessantes, os vinhos secos utilizados principalmente como aperitivos.


Acompanhamento:
Com sobremesas e frutas, além de ser ótimo para acompanhar saladas verdes e finalizar uma salada de frutas em um dia ensolarado.


Aqui nos Estados Unidos o preço médio da garrafa sai em $10,00 e $12,00. 

Espero que tenham gostado! 
Beijos e até a próxima! 

NOTA: Procuramos o Santo Moscato D'Asti D.O.C.G aqui no Brasil e o produto estava indisponível em diversas lojas online. Encontramos alguns rótulos similares com os preços entre R$ 65,00 e 125,00. 

quarta-feira, 27 de abril de 2016

VINÍCOLA JOSÉ MARIA DA FONSECA - PORTUGAL | “VINHOS DE FAMÍLIA COM QUASE 200 ANOS DE HISTÓRIA.”

Ei pessoal! Como vão vcs?

Sabe aqueles dias em que a gente tá cansada e precisando de um relax imediato? Então, dia desses eu estava assim e, chegando em casa, corri pra minha adega pra escolher um rótulo. Entre alguns fiquei com o Domingos Touriga Nacional & Syrah 2012 - uva Touriga Nacional (60%) e Syrah (40%).

  

“A rainha das uvas tintas portuguesas, a Touriga Nacional é a casta símbolo da terra dos grandes poetas Camões e Pessoa. Sua nobreza tem origem nas terras da região de Dão, um importante reduto vinícola do país lusitano, mas seu cultivo há muito tempo ganhou importância em todo o território nacional, indo do Alentejo ao Douro. (...) ela também se tornou internacional, já que países do novo mundo como Austrália, Estados Unidos, Chile e África do Sul, além da Espanha, passaram a produzir vinhos de excelente qualidade com esta variedade de uva.” Sobre a Syrah, falo um pouco neste post aqui.

Da tradicional vinícola José Maria da Fonseca, da Península de Setúbal em Portugal, este vinho não está mais disponível no site deles e por isso acho que não está sendo produzido mais, a última edição foi o da safra 2012. Eu recebi ele no ClubeW ano passado e como tinha muito aqui em casa, acabei guardando. Encontrei em uns sites gringos por R$54,00, se alguém souber onde encontrar por aqui, please, me avise!


A José Maria da Fonseca é super tradicional em Portugal. Desde 1834 essa empresa familiar vem há 7 gerações agradar ao paladar do mundo todo com seus vinho elaborados, fortes e delicados, com preço justo e acessível. www.jmf.pt

São desta vinícola também os rótulos Ripanço – excelente pedida, levei uma garrafa pra um fim de semana com meu marido em Lavras Novas no ano passado. Elaborado com as uvas Alicante Bouschet, Syrah e Tempranillo no processo de ripanço que é o amassar das uvas com as mãos - e o Periquita que é mais popular por ser fácil de encontrar em sites e supermercados, com bom preço, tranquilo de degustar e harmonizar.



Periquita - Aqui por R$41,65 
Ripanço - Aqui por R$100,00

segunda-feira, 25 de abril de 2016

RESERVA OU RESERVADO? QUAL A DIFERENÇA?

Muitas pessoas ficam na dúvida sobre os vinhos Reserva e Reservado. 
Qual a diferença? Porque um é mais caro do que o outro?


Em resumo, enquanto o RESERVA é um vinho mais elaborado e especial, o RESERVADO é um vinho mais simples, pro dia a dia. 
Claro que as explicações vão mais além, vou tentar passar um pouco do que eu aprendi sobre isso... 

Já provei bons vinhos Reservados e também vinhos Reserva que deixaram a desejar. Vai depender de vários fatores para ser um bom vinho (uva, vinícola, safra...), não só da classificação.
A opinião é bastante pessoal (gosto não se discute!), principalmente quando se trata de não especialista, que é o meu caso.



Segundo o site g1.globo.com (abril/2014), cada região do mundo possui sua própria regulamentação no quesito qualidade, que basicamente refere-se ao tempo de envelhecimento em barricas de madeira:

Piemonte (Itália) - RISERVA: 5 anos 
Chanti (Itália) - RISERVA: 27 meses
Espanha - RESERVA: 3 anos, GRAN RESERVA: 5 anos
Portugal - RESERVA ou RESERVA ESPECIAL: bebidas diferenciadas
França - CUVEÉ e RESERVE: bebida superior ou lote especial



Em países das Américas, Oceania e África do Sul não existe regulamentação. Os vinhos que recebem o termo "RESERVA" passaram por um bom tempo de descanso, preparação e o "GRAN RESERVA" por um tempo ainda maior visando a qualidade.

Já os vinhos "RESERVADOS", que são comumente originários da região da Cordilheira dos Andes, são vinhos de entrada, mais simples, sem tratamento especial (sem descanso ou passagem por barricas de madeira) e consequentemente mais baratos.
Não são vinhos ruins, só são vinhos menos elaborados, produzidos em grande escala com apelo comercial, visando mais a quantidade do que a qualidade.

Seguindo uma ordem de classificação (do inferior ao superior) temos:
- Reservado
- Varietal
- Reserva
- Reserva Especial
- Gran Reserva
- Edição Limitada dentre outros.


"CONFIE NO QUE VOCÊ GOSTA, SEM REGRAS. 
Não existem verdades absolutas no mundo dos vinhos". 
Jean-Charles Cazes, Revista Wine Abril/2016

sexta-feira, 22 de abril de 2016

CLUBE DO VINHO - COMO FUNCIONA?

Olá!
Hoje em dia é um pouco complicado escolher um bom vinho sem ter conhecimento no assunto, pois é imensa a quantidade de vinícolas no mundo todo, de castas e rótulos criados.
Para nós então, enófilos iniciantes, pode ser mais difícil ainda.
Já sabemos que um bom vinho não precisa ser caro, mas aos poucos, à medida em que o conhecimento aumenta, acabamos ficando um pouco mais exigentes.


De uns anos pra cá, as lojas virtuais passaram a aderir a um outro tipo de venda: o CLUBE DE VINHOS.
São dezenas de opções de sites, de pacotes, de preços e quantidades... 
Funciona assim:
Os sites montam os pacotes de acordo com a quantidade e o tipo de vinho que o cliente quer (desde os mais fáceis e baratos até os mais requintados e caros!) e ele paga mensalmente pra receber em casa rótulos dos mais variados tipos selecionados por quem entende do assunto.


Sou sócia do Clube W (www.wine.com.br) há uns 2 anos e gosto muito. 
Optei pelo pacote básico (R$ 66,00 por mês) que são vinhos mais fáceis de apreciar, harmonizar e recebo em casa 2 rótulos por mês pra degustar. 
A medida que você vai entendendo melhor, conhecendo melhor, você pode mudar seu plano para receber vinhos mais sofisticados e até em maior quantidade (normalmente os planos são de 2, 4 ou 6 garrafas por mês). E o bacana é que você pode cancelar ou pausar a qualquer momento, sempre que precisar...
Aqui abaixo está uma pequena amostra de Clubes de Vinhos disponíveis no mercado brasileiro, vale a pena conferir:

Clube W: www.wine.com.br (com o código a seguir você faz a sua assinatura e ganha de presente de R$ 50,00 a R$ 100,00 - dependendo do plano que você optar - em compras no site: NDRR014)
Confraria Grand Cru: www.confrariagrandcru.com.br
Wine in Pack: www.wineinpack.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2016

PIC NIC NO PARQUE DAS MANGABEIRAS - COM UM ROSÉ GELADINHO!

Ei pessoal, tudo bem?

Domingo passado fiz um programa bem diferente do que costumo fazer. Foi aniversário da Flora - amiga/madrinha de casamento - e ela combinou de reunir os amigos em um pic nic no Parque das Mangabeiras! Muito legal e diferente! Moro em BH há 13 anos e nunca tinha entrado no parque (no St Patrick’s Day estive lá mas a festa é no estacionamento, ultra cheio, shows, outra vibe....). 
Ele foi inaugurado em 1982, fica na Serra do Curral - zona sul de BH – e tem 2,3 milhões de m2 de matas nativas. http://www.pbh.gov.br/parques.
Pelo parque há várias opções de lazer e descanso como gramado, pista de skate, anfiteatro (Teatro de Arena) e trilhas com “ilhas” que são espaços com mesas de pedra onde é possível o pic nic com um pouquinho mais de estrutura.

 

No aniversário ficamos em uma dessas ilhas onde pudemos comemorar com tranquilidade. Cada um levou sua bebida e tira gostos para compartilhar. Eu, claro, levei um vinho! Como estava muito quente escolhi na minha adega um rosé, que dá pra beber geladinho! Comprei queijo minas padrão pra comer com geleia de cassis e salaminho italiano, tava uma delícia! Até quem estava na cervejinha aderiu ao meu tira-gosto!

 

Meu rosé foi o Los Cardos Grenache Rosé 2013 da vinícola Dona Paula de Mendoza, na Argentina.
A uva Grenache eu nunca tinha experimentado. É tinta mas eles conseguem o tom rosé usando a mesma técnica que eu contei neste post aqui. É tirado o suco da pele da uva tinta madura, mas ele é vinificado com o procedimento de vinho branco.

A Viña Dona Paula está instalada no pé da Cordilheira dos Andes, em Urgateche Lujan de Cuyo (Mendoza na Argentina) e está no mercado desde 1990.
Iniciou sua história com os Malbecs e hj produz outras castas como os brancos Sauvage Blanc, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Riesling, Torrontes e os tintos Cabernet Sauvignon, Pinot Noir, Syrah. “Está entre os principais exportadores de Vinhos Premium na argentina, exporta 97% da sua produção mais para de 60 países e é reconhecido com altas pontuações na imprensa internacional.” Fonte: http://www.donapaula.com


Em fim. Pela bebida, pela comida, pelo lugar e companhias, tive um domingo muito bacana e espero voltar lá mais vezes. Ah, e é uma excelente dica pro feriado, não é?

No wine.com.br encontrei esse rótulo por 49,90. (Compre AQUI).
O Parque das Mangabeiras funciona de 08h às 17h, de seg à seg. O  estacionamento é R$3,20/dia. Lá dentro tem lanchonete e restaurante, mas não entrei então não sei que tipo de comida eles oferecem.

segunda-feira, 18 de abril de 2016

ADEGAS PERSONALIZADAS EM CASA

Este post está mais para catálogo de decoração... rsrs...
Mas é difícil resistir quando vemos tanta beleza e sofisticação envolvendo o mundos dos vinhos...
Muitos pensam que para ter uma adega em casa é necessário muito espaço e investir muito... porém nem sempre! Mas vai depender do tamanho do seu sonho!!
Existem várias formas de fazer uma adega, é só ter criatividade ou uma boa arquiteta (Lívia querida, beijo...)!
Aqui tem algumas inspirações para quem está vendo a paixão pelos vinhos crescer e não sabe mais como acomodá-los em casa:

 










sexta-feira, 15 de abril de 2016

CABERNET PRO FIM DO DIA - HUGO CASANOVA

Ei pessoal, tudo bem?

Hoje venho com uma dica pro fim de semana! Não sei vcs, mas 6ª feira é o dia que eu estou mais cansada e com mais vontade de beber um vinhozinho em casa mesmo, relaxando. É por isso que eu mantenho minha adega sempre abastecida!
Pra quem ainda não coleciona vinhos, existem muitas opções com preços bons nos supermercados e casas especializadas hj em dia. 
Esse que sugiro à vcs hj é o Casanova Linaje Cabernet Sauvignon. 


Da premiada vinícola chilena Hugo Casanova (http://www.hugocasanova.cl/premios.php), vinda do norte da Itália no final do século XIX,  é um vinho fácil de beber. 
Como todo Cabernet, forte e suave na medida, o suficiente para relaxar bastante! 



Na Casa Rio Verde ele sai a R$37,50.

Bom fim de semana. Enjoy!

quarta-feira, 13 de abril de 2016

COM A TAÇA CERTA

Você sabe a taça certa para cada tipo de vinho?
Particularmente eu achava bobagem, mas parece que o vinho na taça certa tem um "sabor" diferente...
Quando fui pesquisar sobre esse assunto, até me assustei com a quantidade de tipos de taças que existe. São inúmeros tipos, para cada casta há um específico. Algumas publicações chegam a relatar mais de 400 modelos!



Mas pra que tantos tipos? Na verdade vários fatores são levados em conta para a existência de cada um: a profundidade, espessura e o peso são alguns deles que, dizem os especialistas, podem influenciar na apreciação da bebida.
A criação de cada tipo foi a partir de diversos estudos para o desenvolvimento da técnica de degustação onde seria possível entender como esses fatores poderiam influenciar tanto.


Alguns tipos foram criados por exemplo para conduzir a bebida até a boca e próximo do nariz ao mesmo tempo, para ser possível sentir o paladar e o aroma, além da proximidade dos olhos que devem perceber as tonalidades que o vinho traz.
Mas afinal, será que é mesmo necessário ter tantos tipos de taças em casa?
Sinceramente NÃO! Ainda mais pra nós, enófilos iniciantes...
Existe um modelo de "taça coringa", que como o próprio nome já dá a entender, pode combinar com grande parte dos vinhos, pois foi desenvolvida para degustações técnicas, é a TAÇA ISO (International Standards Organization, 1970):


As variações mais simples podem fazer parte do seu set:



VINHO TINTO: de bojo mais largo para que seja possível "aerar" a bebida antes, técnica que só o tinto exige. A quantidade servida na taça deve ser de 1/3 no máximo.
VINHO BRANCO: de bojo menor pois o consumo tende a ser em temperaturas mais baixas, possibilitando menores trocas de calor com o ambiente.
ESPUMANTE: a flûte ajuda o paladar a apreciar as borbulhas, pois o fluxo fica direto na língua e os aromas direto no nariz. OBS: a antiga taça da lenda de Maria Antonieta deve ser evitada para espumantes, pois é rasa e com a boca bastante larga, desprendendo o aroma e prejudicando a degustação.

As taças de um modo geral devem ser seguradas na haste, para evitar as horríveis marcas de dedo e também para não haver modificação da temperatura em contato com as mãos.

Referência: Vinhopedia

segunda-feira, 11 de abril de 2016

CARMENÉRE NO CAFÉ COM LETRAS LIBERDADE

Ei pessoal, como vão vcs?

Vamos contar hj a experiência que tivemos em um café/bar dentro de um espaço cultural aqui em BH. É o Café com Letras que está dentro do CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil) na Praça da Liberdade.


O CCBB - inaugurado em 2013 - é um local simplesmente maravilhoso (construção de 1926) onde funcionou a Secretaria de Defesa Social e Procuradoria Geral do Estado. O espaço é uma parceria entre o Banco do Brasil e o Governo do Estado de Minas Gerais e faz parte do Circuito Liberdade “complexo de antigos prédios da administração pública que se tonaram espaços de cultura, artes e lazer em um dos mais belos cartões postais da capital mineira. É a 6ª instituição cultural mais visitada no Brasil e a 95ª no mundo, de acordo com o ranking da publicação inglesa The Art Newspaper (abril/2014).” http://culturabancodobrasil.com.br/portal/belo-horizonte/

Teto de vidro do CCBB visto do pátio.
O Café com Letras foi aberto em 1996 na Rua Antônio de Albuquerque na Savassi e, desde a inauguração do CCBB, a casa tem uma linda unidade na Praça da Liberdade. 
Com o Café com Letras os amantes de boa música, literatura, boa comida e bebida ganharam lugar em dois dos mais charmosos endereços de BH. 
Com um ar vintage o espaço nos conquista a cada detalhe. Cadeiras de madeira, poltronas confortáveis, prateleiras de livros, placas de transito (tem uma da Casa de Baile na parede!) e um pianista tocando ao vivo – R$3,50 por pessoa de couvert - compõe a ambiente de dentro. No lado de fora o pátio recebe algumas mesas e é possível ver o céu sob o teto de vidro e todo o interior do prédio. 
É realmente um mundo paralelo pertinho do agito do centro da cidade. www.cafecomletras.com.br  

Neste dia pedimos um Urmenta Carmenére 2014 (R$70,00), harmonizamos com um carpaccio (R$31,80) e foi perfeito.
Este vinho é da safra de Carmenére de 2014 da vinícola Viña Urmeneta no Chile. 
Em bar ou restaurante o custo é normalmente maior mesmo, mas encontrei este vinho da safra 2015 por R$33,00 no www.wine.com.br


A uva é original de Bordeaux na França e foi levada há muitos anos ao Chile onde se adaptou ao clima agradável e se firmou como a casta mais produtiva do país. O vinho a partir da Carmenére é fácil de beber, de harmonizar, tem corpo médio, de sabor curto e suave. Muito admirado por quem está começando a degustar e não sabe bem como harmonizar, é um vinho que vem pra ficar pq mesmo depois que se entende um pouco mais, o interesse por esta casta de uva continua.


Adoramos esta marca, esta uva, este café/bar e este espaço. Resumindo, este Happy Hour foi maravilhoso e, além de comer e beber bem em um lugar lindo, aproveitamos para colocar o papo em dia!

O Café com Letras cobra Taxa de Rolha de R$40,00.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

E POR FALAR EM ROLHAS...

Você sabe o que é TAXA DE ROLHA?




A TAXA DE ROLHA é o preço cobrado pelos estabelecimentos (bares, restaurantes...) para que você possa levar a sua própria bebida.
A maioria dos apreciadores de vinhos possui um bom acervo em casa comprados em supermercados, adegas ou vinícolas e, diga-se de passagem, por um preço bem mais baixo do que um restaurante pode oferecer (alguns restaurantes cobram até 3 vezes mais que um supermercado).
Mas, nem sempre a ocasião é propícia pra isso. 
É importante pesquisar as informações antes e assim juntar o útil ao agradável quando o restaurante que serve aquela bruschetta maravilhosa recebe de braços abertos o seu Carmenére comprado na sua última viagem.



Segundo o CDC (Código de Defesa do Consumidor), essa prática é permitida mas não é obrigatória, portanto existem espaços que não cobram taxa de rolha (seu vinho é sempre bem vindo, oba!) mas também é preciso ficar atento tanto aos preços abusivos (que é a forma do restaurante dizer que seu vinho não é bem vindo!) quanto à política de permissão do estabelecimento (datas e horários específicos ou produtos selecionados).
Para produtos selecionados funciona assim: algumas casas só permitem que você leve o vinho que eles não têm disponível na carta, outras permitem somente espumantes, outras whisky... e por aí vai...
Conheci recentemente o app TAXA DE ROLHA (www.taxaderolha.com.br) que pode nos dizer quais os restaurantes (daqui de BH e de outras grandes cidades do Brasil) que cobram taxa de rolha e qual sua política (endereços, datas, horários, tipos de bebida e valores). 




Assim você fica sabendo antes de sair de casa se vale a pena e não é pego de surpresa...