segunda-feira, 25 de abril de 2016

RESERVA OU RESERVADO? QUAL A DIFERENÇA?

Muitas pessoas ficam na dúvida sobre os vinhos Reserva e Reservado. 
Qual a diferença? Porque um é mais caro do que o outro?


Em resumo, enquanto o RESERVA é um vinho mais elaborado e especial, o RESERVADO é um vinho mais simples, pro dia a dia. 
Claro que as explicações vão mais além, vou tentar passar um pouco do que eu aprendi sobre isso... 

Já provei bons vinhos Reservados e também vinhos Reserva que deixaram a desejar. Vai depender de vários fatores para ser um bom vinho (uva, vinícola, safra...), não só da classificação.
A opinião é bastante pessoal (gosto não se discute!), principalmente quando se trata de não especialista, que é o meu caso.



Segundo o site g1.globo.com (abril/2014), cada região do mundo possui sua própria regulamentação no quesito qualidade, que basicamente refere-se ao tempo de envelhecimento em barricas de madeira:

Piemonte (Itália) - RISERVA: 5 anos 
Chanti (Itália) - RISERVA: 27 meses
Espanha - RESERVA: 3 anos, GRAN RESERVA: 5 anos
Portugal - RESERVA ou RESERVA ESPECIAL: bebidas diferenciadas
França - CUVEÉ e RESERVE: bebida superior ou lote especial



Em países das Américas, Oceania e África do Sul não existe regulamentação. Os vinhos que recebem o termo "RESERVA" passaram por um bom tempo de descanso, preparação e o "GRAN RESERVA" por um tempo ainda maior visando a qualidade.

Já os vinhos "RESERVADOS", que são comumente originários da região da Cordilheira dos Andes, são vinhos de entrada, mais simples, sem tratamento especial (sem descanso ou passagem por barricas de madeira) e consequentemente mais baratos.
Não são vinhos ruins, só são vinhos menos elaborados, produzidos em grande escala com apelo comercial, visando mais a quantidade do que a qualidade.

Seguindo uma ordem de classificação (do inferior ao superior) temos:
- Reservado
- Varietal
- Reserva
- Reserva Especial
- Gran Reserva
- Edição Limitada dentre outros.


"CONFIE NO QUE VOCÊ GOSTA, SEM REGRAS. 
Não existem verdades absolutas no mundo dos vinhos". 
Jean-Charles Cazes, Revista Wine Abril/2016

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