sexta-feira, 26 de agosto de 2016

VOCABULÁRIO DO VINHO E ESPUMANTE CASA VALDUGA

Há uns meses atrás meus cunhados (Márcio e Carol) passaram uns dias de férias no Sul do Brasil e me trouxeram uma apostila do "Curso de Degustação - Segredos do Mundo do Vinho" que eles fizeram na Vinícola CASA VALDUGA, que fica no Vale dos Vinhedos em Bento Gonçalves - RS (e também me presentearam com um excelente espumante de lá!!... falo dele no final do post!).


Sobre a apostila: é bem completa, com muitas informações interessantes... mas nem tudo que consta nela daria para fazer um post, pois tem muita informação técnica que necessitaria uma explicação elaborada por quem participou do curso, que não é o meu caso.


Mas me chamou a atenção um tópico que eu quis trazer pra cá, que é o VOCABULÁRIO DO VINHO. Sempre vemos na descrição dos rótulos as características do produto, mas nem sempre entendemos tudo, não é mesmo? Pois bem, vou mostrar alguns itens do vocabulário para nos "iluminar" e facilitar a compreensão na hora de ler uma descrição e escolher um vinho:

VOCABULÁRIO DO VINHO:

ÁCIDO: vinho de elevada acidez (salivação nas laterais da língua)
ADSTRINGENTE: vinho que proporciona uma sensação táctil de secura (liga) das mucosas da boca devido ao excesso de tanino
AMARGO: sensação gustativa que aparece quando são estimuladas as papilas específicas situadas na base da língua
AROMÁTICO: vinho que apresenta um conjunto de compostos químicos aromáticos intensos, frescos e agradáveis, derivados da uva e transformados na elaboração do vinho
ÁSPERO: vinho muito tânico (adstringente) apresentando elevado teor alcoólico e excessiva acidez a ponto de impressionar o paladar com uma sensação de dureza e secura. É uma característica própria dos vinhos tintos aptos para o envelhecimento quando ainda jovens
AVELUDADO: vinho apresentando um conjunto de sensações gustativas muito harmônicas, apresentando certa suavidade, com acidez imperceptível
BOUQUET: conjunto de sensações olfativas de um vinho adquirido durante a sua conservação
BRILHANTE: vinho perfeitamente límpido, que reflete a luz com brilho
CORPO: vinho que representa uma constituição robusta, rica de cor, acidez, extrato, álcool e tanino, porém perfeitamente equilibrada, o que seria um vinho ENCORPADO
EQUILIBRADO: justa proporção dos componentes, principalmente relação álcool / acidez
FLORAL: apresenta aroma de flores
HERBÁCEO: sensação que lembra vegetais ou ervas frescas
ESTRUTURADO: harmonia na cor, corpo e grau alcoólico
FRANCO: absolutamente isento de defeitos
FRESCO: acidez levemente perceptível, porém agradável
LEVE: vinho com pouca cor, pouco álcool, escasso de corpo (tanino), mas harmônico, portanto agradável
LÍMPIDO: vinho sem nenhuma partícula em suspensão e com ausência total de turvação, perfeitamente limpo
MADURO: vinho com processo  de evolução finalizado, apto para consumo
OXIDADO: vinho que sofreu oxidação, apresentando alteração na cor (mais escuro que o normal) e privado de frescor, assemelhando-se a um vinho madeirizado
"PERLAGE" (vem do francês): indica desprendimento - nos vinhos espumantes - das bolhas de anidrido carbônico após o desaparecimentos da espuma
PERSISTENTE: indica quanto tempo aproximadamente o vinho permanece no paladar após o gole
PICANTE: indicativo de vinho de mesa que revela possuir anidrido carbônico em quantidade excessiva, a ponto de transformá-lo em levemente frisante
REDONDO: vinho com paladar muito equilibrado, sem acidez perceptível, harmônico, provocando a sensação de "passear" na boca
SECO: vinho sem açúcar residual, "emprestando" ao paladar uma falsa sensação de amargor
TÂNICO: vinho com excesso de tanino (liga)
VERDE: indica vinho com acentuado frescor, mas ainda ácido
VERDOSO: tonalidade dos vinhos brancos amarelo-pálida com reflexos esverdeados
VIOLÁCEO: tonalidade dos vinhos tintos recém vinificados
VIVO: tonalidade de certos vinhos jovens
RUBI: tonalidade adquirida com algum tempo de envelhecimento
TIJOLO: tonalidade dos vinhos envelhecidos
VIVAZ: indicativo de vinho com grau de acidez levemente sensível ao paladar

Ah! E o espumante que ganhei de presente foi o Brut Rosé


 

Elaborado pelo método Champenoise e maturado em caves subterrâneas, possui perlage fina e duradoura.
VARIEDADE
60% Chardonnay - 40% Pinot Noir

ANÁLISE SENSORIAL
Visão: Atraente rosa salmão, límpido e brilhante. Perlage fino e abundante.
Olfato: Bouquet elegante e delicado. Destacam-se notas florais, com nuances frutados, lembrando pêssego e amora.
Paladar: Fresco, com acidez vibrante e excelente retrogosto, que valoriza a jovialidade do espumante.

HARMONIZAÇÃO DO SOMMELIER
Frutos do mar , Pescados , Canapés , Carnes brancas , Culinária japonesa

PRÊMIOS E RECONHECIMENTO
MEDALHA PRATA
SAFRA 2013
Effervescents du Monde - França 2014

MEDALHA PRATA
SAFRA 2013
Concurso Mundial de Bruxelas - Brasil 2014

Fonte: www.casavalduga.com.br 
Obs: a apostila não está disponível no site, somente para quem faz os cursos e as degustações na vinícola. 

segunda-feira, 22 de agosto de 2016

UM SONHO DE JANTAR - VILLA ANTINORI BIANCO NO VECCHIO SOGNO

Ei pessoal, tudo bem?

Neste fim de semana saí pra jantar com o marido em um restaurante que eu sempre tive vontade de ir aqui em BH. É o restaurante do premiadíssimo Chef Ivo Faria, o Vecchio Sogno. Há 20 anos ele encanta os Belo Horizontinos com a sua gastronomia se destacando na “capital mineira como uma referência gastronômica da cozinha  criativa italiana, brasileira e internacional.” www.vecchiosogno.com.br


O que me chamou muito a atenção no restaurante foi a adega que fica bem no meio do ambiente, com paredes de vidro a uma janela para o salão. A carta de vinhos conta com mais de 400 rótulos, dá vontade de experimentar um por um, que vão de R$89,00 (Dom de Minas, falei dele neste post aqui) até R$2.500,00. Mas também tem opções de meia garrafa e taças.

www.vecchiosogno.com.br

O vinho que eu escolhi foi o Villa Antinori Bianco 2013. Como é um vinho branco, precisa ficar em baixa temperatura o tempo todo e lá eles não deixam baldes de gelo nas mesas. No canto do salão ficam vários baldes de gelo com a marcação da mesa e seu vinho fica lá. Então o garçom ou o próprio sommelier, quando a sua taça está esvaziando, pega o vinho no balde, serve e o devolve. Achei bem interessante esse processo, assim a mesa fica livre, sempre limpa, não molha e nem respinga. (Ah, esse foi o motivo de eu não ter fotografado a garrafa... rs)

      

Sobre o vinho, ADOREI! Eu o escolhi antes da comida então não foi para harmonizar, escolhi pela uva, país, safra e região.  O Villa Antinori Bianco 2013 é um branco italiano da região da Toscana, tem um sabor delicado, elegante, suave, fino. É composto pelas uvas Trebbiano e Malvasia Toscana (50%), Pinot Bianco e Pinot Grigio (35%) e Riesling Renano (15%).

  
Entrada: Melhor carpaccio que já comi na vida! 
Prato principal: Black Angus com risoto de funghi 

Com certeza é um vinho que entrou pra lista dos meus brancos favoritos. Harmonizou muito bem com todos os itens do jantar, desde a entrada à sobremesa.  
Apesar dele ter sido produzido pela primeira vez por Niccolo Antinori em 1931, e desde então se manteve praticamente inalterado, a família Antinori está envolvida na produção de vinhos desde 1385. Muita história e dedicação envolvida para o nosso prazer à mesa.


 www.antinori.it

O valor dele no restaurante foi R$165,00.
Encontrei no Wine Brands por R$99,00.

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

EXISTE O MELHOR VINHO?

Eu estava lendo sobre nosso assunto preferido - VINHOS!!! e encontrei uma notinha muito bacana no blog falandodevinhos.com sobre o segredo de um bom vinho na visão desses Argentinos super bacanas!
Decidi compartilhar a nota na íntegra aqui no Taças. Vejam só:

"Li na Revista la Nación um gostoso texto sobre um grupo de jovens e talentosos enólogos argentinos da atualidade, gente pela qual tenho o maior respeito. Pois bem, diz o artigo que para Alejandro Vigil, Marcelo Pelleriti, Alejandro Sejanovich, Matias Michelini y Matías Riccitelli, grupo de amigos, que o grande segredo de um bom vinho é somente saber “si está rico o no, si te gusta o no te gusta, si te tomás una copa o querés abrir tres botellas”.

Certamente mais um frase que adornará minhas apresentações e textos sobre nossa vinosfera. Tem tudo a ver com minha percepção e sempre digo a meus clientes na Vino & Sapore que me pedem um bom vinho ” amigo, vinho ruim não entra aqui pois é barrado antes na minha taça já que provo tudo, agora, pode ser que você goste ou não”. Gosto e bolso são coisas muito pessoais que têm que ser respeitados. Estudemos, mas não compliquemos, estou com os moços e adoro os vinhos que me fazem querer tomar três!!

Recomendo a leitura do artigo completo mostrando essa verdadeira banda de enólogos. 

Saúde e desfrutem sem preconceitos!"

Marcelo Pelleriti, Matías Michelini,
Matías Riccitelli, Alejandro Sejanovich
y Alejandro Vigil, rock e vinhos
ao pé dos Andes. Foto: Martín Lucesole
Sobre eles (em resumo):

"Eles trabalham com a maior liberdade do mundo e fazem o que eles querem. Entre 30 e 43 anos, com a sua atitude poderiam ser uma banda de rock, não só porque gostam da música, mas também porque sabem tocar os instrumentos…
eles são os que levam adiante e fazem avançar os caminhos do vinho local. Eles descobriram trilhas, áreas exploradas, estudaram solo e plantações. Eles cuidaram de vinhas velhas que hoje falam de história e tradição, estavam determinados a investigar. 

Cada um tem uma virtude e conhecimento específico, mas são capazes de lidar com todo o processo: da semente à venda de vinho. Eles são seus próprios patrões, seja em empreendimentos pessoais, ao aconselhar os outros ou quando trabalham para grandes vinícolas. 

Eles quebraram com a divisão tradicional entre os agrônomos que trataram de campo e os produtores de vinho que estavam no porão.
Hoje são enólogos, fabricantes, comunicadores (como eles preferem ser chamados). Eles estão entre as plantas e gerenciam a temperatura dos tanques onde o vinho é feito. Não há divisões, tudo é destinado a melhorar a indústria de vinho do país que, como eles dizem, é um dos mais prósperos."
Fonte: www.lanacion.com.ar 

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

ENCONTRO DE VINHOS 2016 - MUSEU ABÍLIO BARRETO

Olá!
Neste final de semana que passou aconteceu o ENCONTRO DE VINHOS 2016 - BELO HORIZONTE e nós estivemos por lá. 
O evento foi no jardim de um museu (Museu Abílio Barreto, no bairro Cidade Jardim aqui em BH), e começou por volta de meio dia... aquele solzinho de final de inverno por entre as árvores juntando com MPB tocando ao vivo trouxeram um gostoso clima e uma tarde bem agradável.

"O Encontro de Vinhos é um evento itinerante que percorre 6 cidades – Rio de Janeiro, São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, Belo Horizonte e Curitiba – e reúne milhares de pessoas em torno do vinho.

Pensado para ser um evento que traga boas experiências para os visitantes, o Encontro de Vinhos reúne música, gastronomia e diversão em torno do vinho. 
Os visitantes entram, pegam uma taça e podem provar todos os vinhos que desejarem, sem nenhum custo adicional.

Temos sempre uma área gourmet, geralmente com foodtrucks, que funcionam como uma praça de alimentação e testes de harmonização. Os visitantes podem adquirir o que preferirem para comer e beber seu vinho tranquilamente." encontrodevinhos.com.br


O convite custou R$ 80,00. Dava direito a uma taça de acrílico colorida com o logo do evento e às degustações de todos os vinhos disponíveis nos stands dos produtores e expositores que, segundo o site do evento, tinham mais de 200 rótulos disponíveis.

Boa ideia? Sim... mas vamos por partes... 

Como chegamos cedo, no início foi uma maravilha! Fácil de chegar até os stands, os produtores vinham até nós para explicar os rótulos e degustávamos uns 3 ou 4 tipos diferentes de vinhos em cada stand rapidamente, sem nenhum problema (quando falamos de degustação, estamos falando de mais ou menos 20 ml da bebida na taça - "um dedinho"... mas alguns expositores eram mais generosos...) 



  
Degustamos uma infinidade de rótulos, alguns já conhecíamos e apreciamos novamente, outros conhecemos lá e passamos a gostar. 
Alguns excelentes, outros bons... mas de verdade, não recordamos de ter degustado nenhum ruim.
Estávamos em 4 pessoas, 3 tomando vinho e 1 com sua "marmitinha" de Heineken.. rsrs... 

Mas, o evento teve um lado que não agradou muito...

Encheu demais... portanto tivemos que ficar num lugar um pouco mais afastado dos stands para ficarmos mais confortáveis. Sendo assim, tínhamos que caminhar de onde estávamos e enfrentar um tumulto de gente para pegar alguns mls de vinho, ou seja... o serviço passou a ficar escasso, ruim, cansativo... a ponto de ter que aguentar cara feia de expositor ao pedir uma outra tacinha.

Comida: pouquíssimas opções e muito caras!!! Tá certo que o evento era pra degustação de vinhos, mas pra passar a tarde era necessário opções de acompanhamentos... e ficou bem a desejar... 

Não sei se ficamos comparando com a feira que fomos mês passado... (onde pagamos R$ 30,00 - convertidos em compras ao final do evento - e tivemos os mesmos benefícios desse evento, além de ter sido num espaço excelente, com muitas opções de vinhos e acompanhamentos e além de tudo com água geladinha de cortesia) mas acho que este encontro nos decepcionou um pouco... 

Em maio também fomos em outro evento onde a entrada era gratuita e pagávamos somente pela taça ou pela garrafa.. portanto comprávamos taças generosas a preços justos ou garrafas a preço de custo e ainda ouvindo um bom jazz.

Ao final do evento ficávamos pensando: se tivéssemos juntado os valores que pagamos aqui, teríamos feito nosso próprio encontro de vinhos e aproveitado muito mais. 

Como diz o ditado: "quem converte não diverte"... pois bem... nós dizemos que "quem não diverte, converte sim!" , porque se tivesse sido excelente, teria valido cada centavo!

Resumo da ópera: Foi bom sim, mas não valeu a pena. E acho que só iremos no ano que vem se estruturarem melhor o evento.


Nós e maridos!


quinta-feira, 4 de agosto de 2016

ENÓLOGO, ENÓFILO E SOMMELIER: QUAL A DIFERENÇA?

Muitas pessoas têm dúvidas sobre os títulos que os profissionais do vinho recebem. Afinal, você sabe qual a diferença entre ENÓLOGO, ENÓFILO E SOMMELIER? A gente explica...


A origem da palavra ENÓLOGO vem do grego: Eno (oinos: vinho) Logos (conhecimento). 
O enólogo é o profissional que trabalha nos vinhedos e na indústria de vinho. É ele o profissional que cuida da transformação da uva em vinho, supervisionando o processo até o engarrafamento. Nas vinhas ele analisa o solo, o método de irrigação, a escolha das mudas e até a técnica da poda e colheita. 
Na indústria, ele define as técnicas de vinificação, os cortes, o tempo de maturação e o momento certo de colocar o vinho no mercado. 
Para exercer a profissão no Brasil, um enólogo precisa ter certificação técnica ou diploma de nível superior. 
A  Lei nº 11.476, de 29 de maio de 2007 regulamenta as profissões de enólogo e de técnico em enologia.


O termo Sommelier origina-se do francês somme/sommier, cujo significado era pessoa responsável pelos animais de carga que na Idade Média puxavam os carros usados para o transporte de comidas e bebidas.
Nos tempos atuais, é aquele profissional que executa serviços especializados de vinhos em empresas de eventos gastronômicos, hotelaria, restaurantes, supermercados, enotecas e em serviços de companhias aéreas e marítimas. 
Entre as atividades de um Sommelier estão: a preparação e o serviço do vinho, o armazenamento do produto e a elaboração da carta de vinhos de um restaurante. Isso trás conhecimento suficiente para orientação nas harmonizações dos clientes.
No Brasil, não é necessário diploma para atuar como Sommelier. No entanto, existe uma lei que regulamenta a profissão no país: Lei n° 12.467, de 26 de agosto de 2011.

Dica: “O trabalho de um Sommelier começa quando termina o do Enólogo.” 



Por último, mas não menos importante temos o Enófilo que é o apreciador de vinhos, como eu e você. Somos as pessoas para as quais o Enólogo e o Sommelier trabalham... eles entendem da produção até o serviço, incluindo harmonização e degustação. E nós Enófilos apreciamos.
A origem da palavra ENÓFILO também vem do grego: Eno (vinho) Filo (amizade).



“Enólogo é o indivíduo que perante o vinho toma decisões. Enófilo é o indivíduo que perante as decisões, toma vinho”. Bom, né?

Fonte: blogvinhotinto.com.br, wikipedia.org, entretacasecopos.blogspot.com.br