sexta-feira, 21 de outubro de 2016

DESMISTIFICANDO O VINHO VERDE

Ao contrário do que alguns pensam, um vinho Verde não é um "vinho de cor verde". 
Aliás, um vinho Verde pode ser tinto, branco, rosé ou até ser espumante.



O Vinho Verde é produzido exclusivamente na Região Demarcada dos Vinhos Verdes, em Portugal, e constitui uma denominação de origem controlada, cuja demarcação remonta o início do século XX.
O país lusitano é reconhecidamente um grande produtor e exportador do néctar de Baco e o produto que ocupa a primeira posição desta lista é o famoso Vinho do Porto. Na segunda posição aparece o Vinho Verde.

"Naturalmente leve e fresco, produzido na província do Minho, no noroeste de Portugal, uma região costeira geograficamente bem localizada para a produção de excelentes vinhos brancos. Berço da carismática casta Alvarinho e produtora de vinhos de lote únicos, a Região dos Vinhos Verdes oferece um conjunto ímpar de vinhos muito gastronômicos." wikipedia.org


Mas então, se o vinho não é verde, de onde vem o nome Vinho Verde?

Existe uma versão, que diz que o nome Verde deve-se ao estilo fresco e leve do vinho, em uma alusão ao seu caráter jovem.

E existe, também, uma outra versão, segundo a qual o elevado teor de acidez desse vinho faz ele parecer ter sido produzido a partir de uvas colhidas antes da hora, ou seja, com uvas verdes. Mas a verdade é que as uvas são colhidas na data exata em que atingem o ponto de equilíbrio dos taninos, ácidos, açúcares, matérias corantes e compostos aromáticos. E, também, na data exata em que os bagos atingem seu peso máximo.


Essa acidez marcante dos Vinhos Verdes existe. E seu efeito na língua é chamado, em Portugal, de “agulha”.

É resultante de vinhas extremamente vigorosas, com ácido málico alto e níveis de açúcar natural da uva relativamente baixos, o que também explica o baixo teor alcoólico.

Alguns apreciadores de vinho injustamente torcem o nariz para o Vinho Verde, pensando neles como cheios de gás e exageradamente ácidos. 
Mas, o investimento da região dos Vinhos Verdes em novas vinhas e em novos sistemas de condução de vinhas, aliado a uma nova geração de enólogos mais ousados e à profissionalização geral do mercado, mudou muito o Vinho Verde, em questão de duas décadas!

Eu também tinha preconceito. Por não ter conhecimento, eu achava que seria um vinho "azedo", quase um vinagre... e me surpreendi. 

Eu já provei o Artefacto (R$ 49,00) e achei muito gostoso, a cara do verão!


Foto: cozinhepraela.com.br

É comum, hoje, encontrarmos Vinhos Verdes complexos e ricos em aromas, mas que continuam a ser frescos e leves, como devem ser!

A tipicidade e originalidade destes vinhos é o resultado, por um lado, das características do solo, clima e fatores sócio-econômicos da Região dos Vinhos Verdes, e, por outro, das peculiaridades das castas da região e das formas de cultivo. Destes fatores resulta um vinho naturalmente leve e fresco, diferente do restante vinhos do mundo.

As principais castas são, para os brancos, o Loureiro, o Alvarinho, o Arinto (conhecido localmente por Pedernã) e a Trajadura. 

Para os tintos são o Vinhão e para rosados o Espadeiro. Também existem por toda a região demarcada de vinhos verdes a tinta nacional, asal tinto, tinturão.

Os preços variam bastante, de acordo com a marca, safra e uva.

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